Seleção descarta marcação individual sobre Cristiano Ronaldo na sexta

  • Capitão Lúcio elogia o craque lusitano,
 mas diz acreditar que todos merecem atenção no jogo de 6ª Capitão Lúcio elogia o craque lusitano, mas diz acreditar que todos merecem atenção no jogo de 6ª
 Ter do lado contrário um jogador recentemente eleito o melhor do mundo não mudará a forma de jogar da seleção brasileira. É isso que assegura o zagueiro Lúcio, titular de Dunga, em comentário a respeito da partida contra Portugal da estrela Cristiano Ronaldo na próxima sexta-feira.
De acordo com o capitão brasileiro na Copa do Mundo, o sistema de marcação por zona não deve ser alterado em razão de uma individualidade destacada do lado adversário.
“A gente faz marcação em equipe, um ajudando o outro, na sua zona, isso é fundamental. O Cristiano Ronaldo é um grande jogador, assim como outros são. Todos merecem atenção. O importante é que a nossa marcação seja imposta”, afirmou Lúcio em referência ao melhor do mundo de 2008, segundo a Fifa.


Na avaliação do zagueiro Luisão, a demanda de marcação contra Portugal será maior não exclusivamente à presença de Cristiano Ronaldo, mas em razão também do nível técnico da equipe do técnico Carlos Queiroz, turbinada pelos brasileiros Pepe, Deco e Liedson.
“A seleção de Portugal chega perto do Brasil tecnicamente. Principalmente por contar com jogadores naturalizados, esses que são do nosso país”, comentou o reserva da defesa.
Brasil e Portugal se enfrentam na próxima sexta-feira em Durban, na última rodada do grupo G. Com seis pontos conquistados, a seleção de Dunga já tem vaga nas oitavas assegurada. Diante dos portugueses, a equipe terá a missão de ratificar a primeira colocação da chave. Para isto, um empate já basta.
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Daniel Alves e J.Baptista treinam entre titulares e devem enfrentar Portugal

Fabrice Coffrini/AFP
Elano corre durante o treino do Brasil; lesionado, meia fez trabalho separado

Faltando dois dias para o confronto contra Portugal, que irá definir o primeiro colocado do grupo G, Dunga fechou o treino desta quarta-feira da seleção brasileira. A atividade na St. Stithians College, em Johanesburgo, serve para definir o time que enfrentará os europeus na próxima sexta, em Durban. Durante a atividade, o técnico escalou Júlio Baptista e Daniel Alves entre os titulares. A dupla deve ficar com as vagas de Kaká e Elano, respectivamente.
Ainda se recuperando de uma pancada na perna direita sofrida na vitória sobre Costa do Marfim, Elano sentiu a contusão e fez trabalho separado dos demais jogadores. Já Kaká perderá o duelo com os portugueses por ter sido expulso contra os africanos.
Os 15 primeiros minutos do treino desta sexta foram abertos, mas em seguida a CBF pediu aos jornalistas para deixarem o local, que teve os portões fechados em seguida. Mesmo assim, alguns jornalistas brasileiros conseguiram acompanhar as atividades do alto de um prédio onde funciona uma empresa de limpeza e que fica cerca de dois quilômetros da St. Stithians College. Só foi possível ver o treino por meio das câmeras dos cinegrafistas e fotógrafos.
Sem a imprensa, Dunga então começou a esboçar o time titular, com Júlio Baptista no lugar de Kaká e Daniel Alves na vaga do machucado Elano – o lateral do Barcelona entrou na vaga do camisa 7 na partida com os marfinenses.

Dunga ainda fez testes com a defesa brasileira. O técnico parou o coletivo várias vezes para posicionar os atletas do sistema defensivo em lances de bola parada, jogada muito utilizada pela seleção de Portugal.
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Maradona ironiza juiz e rejeita 'Mão de Deus' em gol de Luís Fabiano

Cozaro de Luca/EFE Eternizado pela “Mão de Deus”, Maradona não quis saber de comparações com o gol de Luís Fabiano contra a Costa do Marfim do último domingo. Um dia após a vitória brasileira por 3 a 1, o comandante da seleção argentina brincou sobre a jogada do centroavante canarinho, mas não poupou críticas com ironias ao árbitro francês Stéphane Lannoy por ter validado o lance.
  • Stuart Franklin/Getty Images Luís Fabiano domina a bola com a mão no lance do segundo gol da seleção contra a Costa do Marfim
“O gol dele foi com o braço. A verdade é que foi muito evidente. Mas o tragicômico foi o que aconteceu depois, o sorriso do árbitro. Contra a Inglaterra, não vi o árbitro rindo. Ele ficou na dúvida, olhando para o bandeirinha, para a torcida. O estranho é que o juiz de ontem [domingo] saiu rindo”, destacou o técnico.
Maradona protagonizou um dos lances mais polêmicos na história das Copas, quando marcou um gol com a mão em 1986 e eliminou a Inglaterra do torneio. Na ocasião, o jogador disse que “se houve mão na bola, foi a mão de Deus”, frase que ficou eternizada após o torneio.
No último domingo, Luís Fabiano anotou seu segundo gol diante da Costa do Marfim depois de dominar a bola duas vezes com o braço. Depois do duelo, o brasileiro afirmou que colocou o braço na bola sem querer, com uma “Mão Santa involuntária”.
“Não foi uma Mão Santa. Foi uma Mão Santa involuntária. O que vale mais foi a pintura do gol. A malandragem conta muito. Foi um dos gols mais bonitos da minha carreira", destacou o camisa 9, que negou para o juiz durante o jogo que tivesse utilizado o braço na jogada.
Para Maradona, o lance teve grande influência no resultado final. Apesar disso, ele tentou minimizar o ocorrido e voltou a afirmar que o Brasil segue como favorito para a conquista do título.
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Fifa descarta punição a Dunga por ofensas a jornalista durante coletiva

Dunga murmurou alguns palavrões ao repórter 
Alex Escobar, da Rede Globo. Fifa arquiva o casoO Comitê Disciplinar da Fifa anunciou nesta terça-feira que não encontrou argumentos suficientes para propor a punição do técnico Dunga, que proferiu algumas ofensas em voz baixa na entrevista coletiva concedida após a vitória do Brasil sobre Costa do Marfim, 3 a 1, no domingo.
O treinador da seleção murmurou, chamando o repórter da Rede Globo, Alex Escobar, de “besta, burro, cagão!”. O microfone, porém, captou. Posteriormente, a Fifa cogitou suspender Dunga pelo ocorrido. No entanto, a entidade decidiu não levar adiante o assunto.
“O Comitê não encontrou base para a abertura de um inquérito sobre o técnico brasileiro”, comunicou a Fifa, em nota oficial.
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Kaká fala em expulsão injusta; últimos vermelhos da seleção terminaram em título

O meia Kaká deixou a vitória contra a Costa do Marfim afirmando que o cartão vermelho que levou foi injusto. “Recebi milhares de mensagens dizendo isso”, falou, ao se dirigir para o ônibus. A expulsão, porém, pode ser um bom sinal para a seleção brasileira.
Em Copas do Mundo, o Brasil costuma ser uma equipe disciplinada, mas, nas duas últimas vezes em que teve um jogador expulso, em 1994 (Leonardo) e 2002 (Ronaldinho), a seleção foi campeã. Em comparação, em 1998 e 2006, nenhum vermelho para o Brasil.
Apesar da boa história dos vermelhos brasileiros, a seleção saiu insatisfeita com a maneira como o juiz Stephane Lannoy comandou o jogo. “Não fiquei lá para brigar. Não fiquei no tumulto. As imagens falam mais do que as palavras. Por isso, não vou falar sobre o juiz”, disse Kaká. “No fim do jogo, o clima esquentou e algumas jogadas foram mais desleais, posso dizer assim. E isso não fica legal para ninguém. Nem para quem está jogando, nem para quem está assistindo. Mas a Fifa sabe o que fazer com os árbitros”, completou o meia.
O goleiro Julio Cesar, que tentou tirar Kaká da confusão após a trombada entre o meia e o marfinense Tioté, defendeu o companheiro e criticou o juiz. “O Kaká está triste porque não fez nada. O jogo se encaminhou para uma situação em que ele [o árbitro] precisava se impor. Acabou expulsando o Kaká. Ele queria controlar o clima quente e acabou tomando uma atitude errada. Mas o importante é que nos classificamos antecipadamente e ele [Kaká] vai poder repousar no terceiro jogo. Quem vai substituí-lo vai poder jogar bem”, defendeu o goleiro.

TERCEIRA EXPULSÃO DA CARREIRA

  • Flávio Florido/UOL Kaká, você lembra quando tinha sido sua última expulsão?
    A última foi pelo São Paulo ainda. Tinha sido expulso duas vezes na carreira, uma contra o Goiás no Morumbi e outra pelo Santos, quando jogava no São Paulo ainda.

    O vermelho foi justo?
    As imagens vão falar por mim. A Fifa vai ver, quem quiser analisar vai ver. Recebi milhões de mensagens de apoio e a grande maioria era dizendo que foi injusto.

    Os marfinenses jogaram sujo?
    No começo do jogo houve lances duros, mas sem maldade. Mas no final eles começaram a bater e os lances ficaram mais violentos. Isso não é legal para nós nem para o jogo.
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Brasil supera jogo violento, vence com autoridade e avança

Foi uma guerra. Com cotoveladas, entradas duras -uma delas tirou Elano de campo- e cartão vermelho para Kaká, o Brasil venceu a Costa do Marfim por 3 a 1 e se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo. Depois de uma estreia fraca, a seleção reencontrou o bom futebol, dominando completamente o adversário. A Costa do Marfim só chegou com perigo quando o Brasil estava com um jogador a menos. Agora, o Brasil pega Portugal e precisa de um empate para ser 1º do grupo.
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CBF contesta a proteção de braço usada por Drogba na Copa

Drogba em campo contra 
Portugal: o detalhe em preto no braço direito é a proteção questionadaA CBF (Confederação Brasileira de Futebol) contestou a proteção que o atacante Didier Drogba usa para resguardar seu braço direito, que recentemente sofreu uma fratura e teve que passar por cirurgia. O protesto vai ser anunciado neste sábado, quando o médico José Luís Runco concederá entrevista junto com o técnico Dunga no Soccer City, palco do jogo entre a seleção e a Costa do Marfim neste domingo.
A proteção de Drogba já causou polêmica com Portugal, adversário de estreia dos marfinenses. A federação portuguesa afirmou que era contra a utilização do equipamento, mas a Fifa alegou que o árbitro da
partida é soberano nesse tipo de decisão. Os lusitanos lembraram que até fitas de pulso são proibidas. Drogba entrou no segundo tempo da partida diante de Portugal. A expectativa é que, mesmo que não seja titular neste domingo, ele jogue por mais tempo diante do Brasil. O marfinense foi o atacante mais eficiente da última temporada europeia, anotando 44 gols em 52 jogos.
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